Já não se preocupava. Não penteava os cabelos, não lembrava de fazer a barba. Quando precisava, fazia, mas não tinha cuidado, e seu rosto estava cheio de cicatrizes e cortes. A pele do corpo todo exibia hematomas. As mãos doloridas, por socos em paredes e mesas, em horas de desespero; inchaços, sangramentos, queimaduras. Não podia comer, porque o estômago já não aguentava a digestão, só aceitava química; seu fígado praticamente não existia. Não se preocupava, não tinha porquê.
Só cuidava do coração, que era o lugar dela.
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